26/07 - 31/07/2016

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Bem vindo à Czestochowa, Santo Padre!

2016-07-28 / Franciszek


Hoje, quinta-feira, 28 de Julho, Papa Francisco visitou o Santuário de Jasna Góra em Czestochowa, onde foi aclamado por centenas de milhares de jovens católicos. No Santuário ele celebrou a Santa Missa para marcar o 1050º aniversário da conversão dos Poloneses para o Cristianismo, perante os bispos poloneses e muitas autoridades, dentre elas, o Presidente Andrzej Duda e sua esposa. 

 

O papamóvel fez seu caminho pelo meio da calorosa multidão, a qual Francisco agradeceu com visível emoção. O campo em frente ao Mosteiro foi imediatamente coberto com uma onda de cores dos peregrinos enquanto o apresentador cumprimentava o Papa, “Bem-vindo, Santo Padre!”. 

 

Uma vez no Santuário, o Papa Francisco cumprimentou gentilmente um grupo de jovens com necessidades especiais e os abençoou. Depois, ele foi para a Capela da Imagem Milagrosa de Nossa Senhora de Jasna Góra para venerar o ícone da Virgem Negra. Francisco rezou em silêncio por alguns minutos em frente à imagem – que é mostrada ao público duas vezes ao dia, pela manhã e a tarde. Ao final, o Papa ofereceu a Maria uma rosa de ouro em uma base de mármore rosa. Esse é um presente exclusivo que os papas tradicionalmente oferecem aos Santuários Marianos. A Virgem Negra é um importante símbolo para a Polônia. Ela permeou a história da nação, moldou a sua cultura e fortaleceu a sua fé. Ainda hoje o povo polonês é conhecido como os guardiões do Catolicismo Ortodoxo. 

 

A homília de Francisco focou especificamente na figura de Maria, na sua humildade e no seu projeto concreto de Salvação Divina. “Maria é a Mãe que traz os problemas das pessoas ao coração e age sobre eles. Ela reconhece os momentos de dificuldade e lida com eles de forma discreta, eficiente e decisiva. Ela não é arrogante nem intrusiva, mas é uma mãe e uma serva”. O Papa Francisco falou sobre humildade, pequenez, simplicidade e concretude. Deus se manifesta “numa pequena vila, um simples milagre acontece e traz  alegria ao casamento de uma família jovem e completamente anônima”.  “Deus nos salva,e faz-se pequeno, próximo e real. Deus é real”, diz o Papa Francisco. “O Senhor não quer ser temido como um poderoso soberano distante, ele se faz carne, nasce de uma mãe, nasce sob a lei, tem amigos e vai para festas de casamento”. Não há entradas triunfantes ou uma epifania do Todo-poderoso. “Ele não se revelou como um brilhante sol nascente, mas entrou no mundo da forma mais simples, como uma criança que sai do ventre da mãe”.    

 

Francisco nos lembra que isso é um fato encantadoramente divino “Para se doar aos outros, eliminando distâncias, habitando na pequenez e vivendo a realidade diária de cada pessoa”. Jesus ama, especialmente os pequeninos, “porque eles são opostos à soberba da vida, que pertence ao mundo. Os pequeninos falam a sua própria língua, a do amor humilde que traz liberdade. Então Ele chama o simples e o receptivo para ser seu porta-voz; Ele confia a eles a revelação do seu nome e o segredo do seu coração”.         

 

Francisco convida os fiéis a confiar-se à Maria. Nela, ele assegura, “nós vamos encontrar completa conformidade com o Senhor. Maria é o espaço, preservado do pecado, onde Deus escolheu como reflexo dele mesmo. Ela é a escada que Deus usou para descer e aproximar-se de nós”. À tarde, o Papa vai retornar à Crácóvia, onde irá receber a chave simbólica da cidade. Depois ele irá de tram para o Parque Błonia. O Papa fará esse percurso acompanhado por um grupo de jovens com necessidades especiais.      

 

Tradução: Gabriella Espíndola


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